terça-feira, 25 de agosto de 2009

Metalíngua.

Fatos. Situações. Mudanças. Atitudes. Notícias.
Turbilhão de ideias.
A caneta na mão. O pedaço de papel.
E sai o quê dessa mistura?
Nada que realmente preste.
A caneta trava, o papel rasga, palavras tortas, versos sem nexo.
Versos se tornam períodos tão extensos, que se transformam, depois
[de eternas redundâncias completamente desnecessárias, em
[parágrafos de prosa.
Ou
Pensamentos que são só meus extravasam
Opiniões que talvez leitores que, sem saber o contexto,
Ao lê-las, multiplicam as interpretações
(Ah, imaginação humana!)
Eis aí outro problema que faz aquela mistura
Se tornar caos:
O fato de ninguém, nunca
chegar ao que o autor pensa
por mais que isso seja insignificante.

Mas a este, abro exceções
Pois não tem significação alguma.

3 comentários:

Mel. disse...

Bom, eu posso afirmar que tive uma interpretação dele, hehee!

As vezes Bia; as vezes Beatriz disse...

Se inspirar na falta de inspiração foi ótimo ;D

Mas não é esse o dever do autor?
Ter suas respostas multiplicadas em muitas interpretações, que talvez até ele nem tenha ido tão a fundo?

Julio Cesar disse...

Mais é assim que é a vida!
Ja diria Vinicius:'Texto sem contexto é pretexto..."